quarta-feira, 9 de outubro de 2019

INTERCONEXÕES INICIA O PLANTIO DE “SEMENTES CRIOULAS” NA COMUNIDADE SETE SALTOS DE CIMA/PONTA GROSSA E PALMITAL DOS PRETOS/ CAMPO LARGO/PR.

O Coordenador do GP Interconexões Prof. Dr. Nicolas Floriani, o Prof. Dr. Almir Nabozny do PPGG-UEPG, Ms. Cleusi T. Bobato Stadler (Doutoranda do PPGG-UEPG), alunos da Disciplina “Saberes Geoecológicos Tradicionais e Diversidade Socioterritorial”, do Programa de Pós-Graduação em Geografia, Adir Fellipe Silva Santos, Bruna Santos,  Edmar Lucas Rodrigues da Silva, Gustavo Bahr, Lucimara Nabozny, e os alunos de Bacharel em Geografia  Ingrid Zambilo e Murilo Felipini Mends, iniciaram o Plantio das “Sementes Crioulas” das Comunidades Tradicionais - Sete Saltos de Cima e de Baixo, Quilombola Palmital dos Pretos e Caiçara Guaraguaçú.
Esta atividade ocorreu nos dias 13 e 14 de setembro de 2019, na propriedade do Sr. Antônio Ostrufka em Sete Saltos de Cima Ponta Grossa/PR e faz parte da Pesquisa de Tese “Semeando Territórios da Agrobiodiversidade: Saberes, Práticas, Políticas de Natureza em Comunidades Rurais Tradicionais do Paraná”,  autoria de Cleusi T. Bobato Stadler, onde se propõe a organizar um Banco de Sementes Crioulas das Comunidades acima citadas.
Tais atividades se inserem no âmbito do Projeto de Pesquisa financiado pelo CNPq "Das Territorialidades Tradicionais às Territorializações da Agroecologia: Saberes, Práticas e Políticas de Natureza em Comunidades Rurais Tradicionais do Paraná" (Edital CNPq Universal 2016), assim como do Projeto de Extensão "Sistema Participativo de Certificação Socioambiental da Agrofloresta Faxinalense: da diferenciação à qualificação dos produtos de comunidades rurais tradicionais do Paraná" financiado pelo Programa Universidade Sem Fronteiras (Edital USF - SETI-PR, 2017).
A prática de campo “Mutirão de Plantio de Sementes Crioulas” iniciou-se no dia 13/09, com a seleção das sementes de acordo com a Tabela montada pela doutoranda Cleusi T. Bobato Stadler e acadêmica Ingrid Zambilo.  



 

Inicialmente o Prof. Dr. Nicolas Floriani e a doutoranda Cleusi T. B. Stadler orientaram os trabalhos. Os alunos do Bacharelado e PPGG preparam a terra com um substrato, separaram as sementes para o plantio nas bandejas e confeccionaram os croquis do plantio. Plantaram também algumas sementes de árvores Nativas da Comunidade de Guaraguaçú em Pontal do Paraná.


A inserção a campo dos alunos do Bacharelado e PPGG, possibilitou a integração dos discentes e docentes, Prof. Dr. Nicolas Floriani e Prof. Dr. Almir Nabozny ao ambiente cotidiano dos sujeitos das pesquisas e atividades extensionistas, além de proporcionar aos alunos atividades práticas culturais que valorizam os saberes tradicionais, as sementes crioulas através da metodologia da observação-participante. 

No segundo dia de imersão a campo, o plantio iniciou-se na propriedade do Sr. Alceu do Pilar, mas precisamente na Horta da D. Delair, onde um espaço do terreno foi separado e preparado para plantar as variadas amostras de FEIJÃO do Banco de Sementes da Pesquisa.  Primeiramente os professores e os alunos prepararam o canteiro para o plantio, separaram as sementes mais raras e de acordo com a vontade de D. Delair, iniciaram o plantio de 20 espécies de Feijão Crioulo e 02 espécies de Pipoca. Foram plantadas para ter a amostra da Semente e para reprodução, na Casa de Sementes José Sarnick, da Comunidade Sete Saltos de Cima, as seguintes espécies (nomes populares):
  • Feijão Chocolate; Feijão Mulato; Feijão Rosinha; Feijão Milico; Feijão Amarelo; Feijão Mourinho Vermelho; Feijão Olho de Pomba Vermelho; Feijão Mourinho Roxo; Feijão Cavalo Vermelho-Preto; Feijão Cavalo Branco; Feijão Cavalo Vermelho; Feijão Pé Vermelho do Norte; Feijão Venha Logo; Feijão Preto 60 dias; Feijão Manteiguinha Preto; Feijão Dama; Feijão Arroz Vermelho; Feijão Arroz Amarelo; Feijão Sojinha; Feijão Bico de Ouro, Pipoca colorida Vermelha e Roxa. 

Foram também visitadas no dia 14/09, as três propriedades que receberam os plantios de mudas das árvores nativas na parceria do GPInterconexões -UEPG/CNPq e IAP. O objetivo de implementação de um Sistema Agroflorestal, o melhoramento de um Quintal Agroflorestal e o reflorestamento de uma Área de Proteção Permanente, já trouxe seus primeiros resultados, pois as árvores em sua maioria já cresceram e estão se desenvolvendo. 



Na propriedade do quilombola Arildo Portela onde foi iniciado um SAFs com o plantio de árvores do IAP, foi intercalado o plantio de Milho. Neste local foi escolhida uma das variedades mais antiga de milho, o Tunicata – um grão de milho empalhado. Além da que faz a cobertura da espiga, o milho Tunicata possui cada grão envolvido individualmente por uma palha. Como é uma característica genética, as variedades de milho com esse atributo transmitirão a mesma informação para os seus descendentes. Embora não seja encontrado com regularidade, é normal a ocorrência de grãos empalhados na cultura do milho. 







Para finalizar as atividades de plantio das sementes, na propriedade do Sr. Antônio, foram preparadas novas bandejas para experimentos de sementes do atual país do PERU, porém de descendência de Povos Tradicionais, os Incas. São sementes de milhos variados e outras sementes de cereais.









Passados 10 dias do Plantio das Sementes Crioulas na Propriedade do Sr. Alceu do Pilar, já podemos ver os resultados do Plantio das variedades de FEIJÃO, com os pés todos nascidos e crescendo.









Texto: Cleusi T. Bobato Stadler

Ms História e Doutoranda em Geografia/ PPGG/UEPG.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

INAUGURAÇÃO DA ESTUFA DE MUDAS NATIVAS NO CENTRO DE EDUCAÇÃO E TREINAMENTO EM AGROECOLOGIA, EM ITAIACOCA - PONTA GROSSA-PR

No dia 27 de agosto de 2019, por ocasião do 11º Encontro Celebração da Vida da Agricultura Familiar, o Grupo de Pesquisa Interconexões em parceria com o Centro de Educação e Treinamento em Agroecologia (CETA), inauguraram a Estufa de Mudas Nativas na comunidade rural do Sete Saltos de Cima, no distrito de Itaiacoca, município paranaense de Ponta Grossa.
Nesta edição, os agricultores anfitriões e representantes da ASAECO (Associação Solidária de Agricultores Agroecológicos de Ponta Grossa e Região) e do CETA (Centro de Estudos e Treinamento em Agroecologia)  Aparecida Teixeira e Antonio Ostrufk, respectivamente, receberam também representantes da UEPG, IAP, EMATER, CASLA, Grupo Miríade, Grupo Simbiose e integrantes da Rede SAPE. 

A Universidade teve espaço para apresentar os projetos de pesquisa e de extensão executados nas comunidades beneficiárias de Sete Saltos de Cima, Faxinal Sete Saltos de Baixo e Comunidade Quilombola Palmital dos Pretos.  


Na abertura do evento, o Prof. Dr. Nicolas Floriani, coordenador do GP Interconexões falou da importância das atividades de pesquisa e extensão em comunidades tradicionais e rurais, bem como da institucionalização do projeto Unitinerante (https://parlamentounitinerante.blogspot.com), de autoria da Casa Latio-americana (CASLA) que objetiva, em grandes linhas, gerar redes de colaboração para a viabilização de novos arranjos intitucionais entre Agentes Públicos (municipais, estaduais e federais), universidades e organizações sociais para o desenvolvimento local das comunidades em situação de insegurança socioambiental. 


Tal objetivo visa desenvolver uma nova cultura de produção de uma ciência socialmente pertinente dentro das Universidades, permeáveis às demandas regionais, bem como  empoderar os agentes comunitários e agentes públicos para o desenvolvimento local.



Na oportunidade, foi feita a inauguração de uma estufa do Projeto "Das Territorialidades Tradicionais às Territorializações da Agroecologia: Saberes, Práticas e Políticas de Natureza em Comunidades Rurais Tradicionais do Paraná", financiado pelo pelo CNPq (Edital Universal CNPq, 2016) que inclui o desenvolvimento do projeto de banco de sementes crioulas da Rede Sape, organizado pelo Grupo Interconexões. Tais iniciativas coadunaram na  instalação na Casa de Sementes Agricultor 'José Sarnick' por parte do Centro de Edução e Treinamento em Agroecologia, coordenado pelo Sr. Antonio Ostufka.




A instalação da estufa e do banco de sementes na região de Itaiacoca e Três Córregos iniciou-se com o diagnóstico participativo de 15 estabelecimentos rurais distribuídos em três comunidades, realizado durante imersões dos integrantes do Interconexões,  os pesquisadores Renato Pereira e Tanize Tomasi, durante o ano de 2018, que resultou na identificação de uma rede de solidariedade entre os agricultores gestado pela própria comunidade, denominada Rede Sape.


O Doutorando do Programa de Pós-graduação em Geografia, Renato Pereira evidencia que  “A troca de informações, ferramental, saberes, práticas e acesso às sementes crioulas,  possibilitou  a estruturação da Rede SAPE”, ratifica Antônio Ostrufk, que se dispôs a ser o guardião da estufa e do banco de sementes. 



Ainda foi entregue a Arildo Portela de Moraes, líder da Comunidade Quilombola Palmital dos Pretos e a Antonio Ostrufk, de Sete Saltos de Cima, um conjunto de mapas regionais-locais desenvolvidos pelos pesquisadores com a participação da comunidade, a partir da metodologia da Cartografia Social.

sábado, 17 de agosto de 2019

GPInterconexões contribui para a integração de agricultores em feira regional

O GPInterconexões, por meio dos projetos "Das Territorialidades Tradicionais às Territorializações da Agroecologia: Saberes, Práticas e Políticas de Natureza em Comunidades Rurais Tradicionais do Paraná" (CNPq, Edital Universal 2016) e "Selo socioambiental 'produtos da agrofloresta faxinalense': capacitação sociotécnica e empoderamento jurídico para a inclusão social e geração de renda em comunidades rurais faxinalenses do Paraná" (SETI, Edital USF 2016)" promove com o apoio do transporte da UEPG a participação de membros da Rede Sape - Saberes Agroecológicos de Permanência - Comunidade Sete Saltos de Cima (Ponta Grossa - PR) e Comunidade Quilombola Palmital dos Pretos (Campo Largo - PR) -, e faxinalenses de Sete Saltos de Baixo (Ponta Grossa - PR) na 17ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade e a 3ª Festa dos Guardiões e Guardiãs de Sementes.



Fonte: COLETIVO TRIUNFO, 2019


Nos dias 16 e 17 de agosto de 2019, o município de Rebouças sediou a 17ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade e a 3ª Festa dos Guardiões e Guardiãs de Sementes, com o tema “Cultivar sementes crioulas é promover alimentação saudável e preservar os conhecimentos tradicionais”.

Segundo o Coletivo Triunfo, responsável pela organização, o evento recebeu cerca de 4.000 pessoas entre agricultores e agricultoras familiares, quilombolas, faxinalenses, indígenas, assentados da reforma agrária, benzedeiras, estudantes, professores, gestores públicos, pesquisadores e moradores da região.

Os agricultores rurais e tradicionais da Rede SAPE e faxinalenses representaram a região dos distritos de Itaiacoca (Ponta Grossa - PR) e Três Córregos (Campo Largo - PR) com a exposição e comercialização de produtos - alimentos da culinária tradicional e artesanatos.

Fonte: PAES, 2019.

Também divulgaram o banco de sementes da Rede SAPE, estruturado pelos GPInterconexões e os membros da rede em dezembro de 2018 tendo como Guardião oficial Antônio Ostrufk, que recentemente inaugurou a Casa de Sementes Agricultor José Sarnick abrigando o banco.  A doutoranda do PPGEO, Cleusi Terezinha Bobato Stadler, integrante do GPInterconexões, expôs o mostruário de sementes crioulas organizado durante as suas investigações da tese de doutorado em comunidades tradicionais paranaenses.

Fonte: PAES, 2019.

O GPInterconexões, os membros da Rede SAPE e Faxinalenses tiveram a oportunidade de participar durante a feira de seminários sobre alimentação saudável, segurança e soberania alimentar e oficinas de manejo de erva-mate e conservação de sementes crioulas.

As técnicas Fernanda de Arruda Paes e a estagiária Tayna Cris Silva, do Grupo de Pesquisa Interconexões (UEPG-CNPq), por meio do Projeto de Extensão “Sistema Participativo de Certificação Socioambiental da Agrofloresta Faxinalense: da diferenciação à qualificação dos produtos de comunidades rurais tradicionais do Paraná” apoiado pelo Programa Universidade Sem Fronteiras (SETI-PR), ministram oficinas de capacitação sócio-técnica, produção e processamento de alimentos nestas comunidades tradicionais, quilombolas e faxinalenses, na região de Ponta Grossa e Campo Largo.

As oficinas contribuíram para o projeto da Rede SAPE, gestado pelos agricultores locais com o apoio dos integrantes do GPInterconexões Drª Tanize Tomasi e Msc. doutorando PPGEO Renato Pereira, que alicerçaram os trabalhos de campo do Projeto das Territorialidades tradicionais as territorializações da agroecologia, coordenado pelo Prof. Dr. Nicolas Floriani. Portanto, o GPInterconexões, dentro de seus projetos e pesquisas tem alavancado a já existente produção tradicional de alimentos com valor nutricional de base ecológica - quintais agroflorestais e sistemas agroflorestais destes agricultores.

O GPInterconexões já concluiu a etapa da criação de rótulos e dos selos de identificação - Rede SAPE e Produtos da Agrofloresta Faxinalense que puderam ser inaugurados durante a feira.

Fonte: PAES, 2019.

Texto adaptado de Fernanda de Arruda Paes

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Projeto apoia Evento de Celebração da Vida da Agricultura Familiar em Itaiacoca

O Grupo de Pesquisa e Extensão Interconexões apoia por meio do Projeto Das Territorialidades Tradicionais às Territorilizações da Agroecologia (CNPq) a 11a  edição do evento CELEBRAÇÃO DA VIDA DA AGRICULTURA FAMILIAR que será realizado no dia 27 de julho de 2019  no CETA - Centro de Estudos e Treinamento em Agroecologia, Comunidade Sete Saltos de Cima, Itaiacoca, Ponta Grossa –PR. A programação do Evento pode ser conferida abaixo.



segunda-feira, 25 de março de 2019

PROJETO PROMOVE MUTIRÂO DE PLANTIO ESPÉCIES NATIVAS PARA SISTEMA AGROFLORESTAL EM COMUNIDADES TRADICIONAIS DE ITAIACOCA

Durante os dias 20 e 24 de março, o grupo de pesquisa e extensão INTERCONEXÕES dedicou-se a debater os Sistemas Agroflorestais a serem implantados nas comunidades rurais tradicionais de Sete Saltos de Cima e Palmital dos Pretos, localizadas em Itaiacoca e Campo Largo, Paraná.


A vinda da Dra. Margit Hauer (IAP), marcou o inicio da Oficina no Bloco L da UEPG. A oficina tratou de elaborar critérios agroflorestais para o plantio de mudas de árvores nativas nos estabelecimentos agrícolas envolvidos no projeto de pesquisa financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) "Das Territorialidades  Tradicionais às Territorializações da Agroecologia: saberes, práticas e políticas de natureza em três comunidades rurais paranaense¨, sob coordenação do prof. Dr. Nicolas Floriani (UEPG).







O referido projeto, objetiva averiguar como ocorreria (quais dimensões e variáveis  socioambientais) o processo de adoção (ou não) de um sistema de produção Agroflorestal  por comunidades rural tradicionais, tendo em vista o processo histórico de formação desses grupos, que possuem particularidades culturais, como por exemplo algumas práticas sociais e ecológicas alternativas que envolvem o manejo coletivo da floresta e o mutirão para atividades festivas e produtivas. O projeto conta, além da própria UEPG, com parceiros institucionais como  a  Casa Altino-Americana (CASLA), o instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Ministério Público do Paraná (CAOPMA) e as Associações de Moradores do Faxinal Sete Saltos de Baixo, Associação de Moradores da Comunidade Remanescente de Quilombolas do Palmital dos Pretos, a  Associação Solidária da Agricultura Ecológica de Ponta Grossa e Região (ASAECO).






Com base em um cadastro ambiental georreferenciado de cada propriedade beneficiária, e no intuito de averiguar a preferência de cada proprietário(a) por determinadas espécies arbóreas nativas, foram elaborados modelos de distribuição espacial das mudas por parcela, levando-se em consideração as características ecológicas de cada planta: 'adubadeiras' pioneiras (leguminosas),  pioneiras com vocação para lenha e frutíferas de estágio sucessional avançado. 




O Sistema Agroflorestal sugerido seguiu o plantio das mudas em curvas de nível, respeitando-se um espaçamento de 3m (na linha) x 4m (entre linhas), onde serão realizados plantios de grãos e tubérculos selecionados pelos próprios agricultore(a)s, tomando-se por referência a agrobiodiversidade regional, cujo inventário também está sendo realizado pelo grupo Interconexões em parceria com as Comunidades envolvidas.







Os dias 23 e 24 de março foram dedicados ao mutirão de plantio de mudas em duas das dez propriedades beneficiarias do projeto. A equipe acadêmica foi constituída por discentes da UEPG (Tanize Tomasi, pós-doutoranda, Renato Pereira, doutorando, do Programa de Pós-graduação em Geografia; as graduandas dos cursos de Geografia, Ingrid Zambillo e Vanessa Pretto, Biologia) em conjunto com os moradores das comunidades (Benjamin e Maria Marques Vieira de Sete Saltos de Cima; Adal Machado e Arildo Portela CRQ Palmital dos Pretos). Ademais do plantio, coleta de amostras de solo também foram realizadas.









Esse projeto, assim como o projeto "Sistema Participativo de Certificação Socioambiental da Agrofloresta Faxinalense: da diferenciação à qualificação dos produtos de comunidades rurais tradicionais do Paraná.”, aprovado pela SETI – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em execução pela IESol, através do Programa Universidade Sem Fronteiras, fazem parte do conjunto de ações do Grupo Interconexões e da REDE CASLA-CEPIAL e que vão ao encontro da ideia de uma Universidade Plural e Socialmente Pertinente que responda às demandas da sociedade, principalmente de grupos em situação de vulnerabilidade socioambiental. 





Nesse sentido, o Grupo Interconexões tem buscado dedicar-se à pesquisa e extensão buscando estabelecer parcerias com organizações sociais e setores progressistas do poder público, preocupados com a garantia dos direitos socioterritoriais, bem como alternativas participativas de geração de renda e valorização de tecnologias sociais. 



Ponta Grossa, 25 de Março de 2019
Nicolas Floriani 

Pesquisa financia Estufa de hortaliças e árvores nativas em comunidades tradicionais e rurais de Ponta Grossa e Campo Largo – PR

Grupo de Pesquisa Interconexões-UEPG, coordenado pelo Prof. Dr. Nicolas Floriani, docente do departamento de Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, iniciou no dia 10 de fevereiro a implantação de uma Estufa de hortaliças e árvores nativas, financiada pelo CNPq, em parceria com UEPG, IAP, CASLA e ASAECO, para os integrantes da Rede SAPE.



A Estufa de hortaliças e árvores nativas é parte da estruturação criada para que os integrantes da Rede SAPE possam ter acesso  à mudas de hortaliças orgânicas e árvores nativas, mantendo práticas agroecológicas de produção com a implementação e/ou melhoramento de Sistemas Agroflorestais e Quintais Agroecológicos. 


A Rede SAPE é uma articulação que surge da dinâmica existente entre os fluxos dos moradores da Comunidade Quilombola Palmital dos Pretos, em Campo Largo-PR, e Comunidade Sete Saltos de Cima, em Ponta Grossa-PR gestado a partir das atividades do Projeto de Pesquisa e das pesquisas acadêmicas desenvolvidas por integrantes do Grupo de Pequisa Interconexões-UEPG, Prof.ª Drª Tanize Tomasi (Estágio Pós-Doutoral) e Prof. Ms. Renato Pereira (Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UEPG).

A Estufa de hortaliças e árvores nativas é parte da estruturação criada para que os integrantes da Rede SAPE possam ter acesso  à mudas de hortaliças orgânicas e árvores nativas, mantendo práticas agroecológicas de produção com a implementação e/ou melhoramento de Sistemas Agroflorestais e Quintais Agroecológicos. 


Para a montagem da Estufa o GPI-UEPG tem estimulado a prática dos mutirões, permitindo que os integrantes da Rede SAPE sintam-se parte de ações em prol da sua organização, que os saberes e práticas tradicionais estejam nas práticas agroecológicas e haja uma interação entre a academia e os sujeitos das comunidades. As atividades de montagem seguem nos próximos dias com a parceria do morador Antônio, que possibilitou área na sua propriedade para o recebimento da Estufa.








terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Relatório 12 – Reunião do Grupo Interconexões-UEPG na Comunidade Caiçara de Guaraguaçu (Pontal do Paraná – PR)

A equipe do Grupo de Pesquisa Interconexões-UEPG se reuniu na última terça-feira, dia 27 de novembro, na Comunidade Caiçara de Guaraguaçu, em Pontal do Paraná, litoral paranaense,  para discutir sobre as etapas dos Projetos de Pesquisa e Extensão coordenados pelo Prof. Dr. Nicolas Floriani (Programa de Pós-Graduação em Geografia - UEPG). As três equipes de pesquisa que atuam em diferentes contextos em comunidades tradicionais  paranaenses puderam compartilhar experiências e expor as atividades já desenvolvidas e o cronograma para o próximo ano.


As atividades de campo realizadas na comunidade caiçara ao longo da primeira fase do projeto, sob coordenação do Prof. Dr. Márcio Haliski (IFPR), que desenvolveu seu estágio de Pós-Doutoramento sob supervisão do Prof. Nicolas e tendo como recorte espacial a respectiva comunidade inseriram-se no uso de metodologias participativas que resultou em ações concretas, como a reativação da associação de moradores e a construção do selo “Guaraguaçu Caiçara”.

O selo simboliza o resgate da cultura caiçara, a partir da compreensão da comunidade sobre questões de autorreconhecimento, e tem como objetivo caracterizar os produtos e serviços realizados naquela região e organizados a partir de compromissos assumidos, buscando uma nova relação de confiança entre produtores e consumidores e valorizando a cultura local.
O café da dona Conceição, local que sediou o encontro, é um exemplo prático do uso do selo “Guaraguaçu Caiçara”, lá são ofertados serviços de alimentação com a confiança de um produto de qualidade e resgate dos saberes e receitas tradicionais.

Para 2019 a equipe do Prof. Haliski pretende focar suas atividades no turismo de base comunitária com rotas de passeios e camping, assim como alimentação tradicional através do projeto Sabores e Saberes, desenvolvendo receitas típicas.
Na região de Ponta Grossa, as atividades de campo coordenadas pela Profª. Drª. Tanize Tomasi (Pós-doutoranda do PPG-UEPG) e Prof. Doutorando Renato Pereira realizadas ao longo do ano de 2018 proporcionaram uma articulação entre Três comunidades: Sete Saltos de Baixo (faxinal), Palmital dos Pretos (quilombo) e Sete Saltos de Cima (Comunidade rural). Devido à proximidade de seus territórios e relações pessoais entre os sujeitos das comunidades surgiu a proposta de trabalhar em rede.
Portanto a Rede SAPE (Saberes agroecológicos de permanência), como foi batizada, está em processo de estruturação e já conta com a participação de 13 famílias.
Para formalização da rede a comunidade considerou mais interessante se regulamentar via Organização de Controle Social (OCS) que permite a venda direta dos excedentes de produção, sendo que a transição agroecológica, neste caso, pode durar até 4 anos.
Para 2019, o planejamento é dar início a construção das OCS e a transição agroecológica, com atividades de melhoramento dos agroecossistemas, infraestrutura, orientação e capacitação dos agricultores da Rede. Além disso, está previsto a instalação de uma estufa de mudas, um banco de sementes, um minhocário e o plantio de mudas nativas (estas serão cedidas pelo Iap – pela parceria e colaboração da servidora Margit Hauer nas atividades desenvolvidas pelo GP Interconexões) através dos mutirões.
A terceira equipe atua no Projeto de Extensão na estruturação do Selo Faxinalense no município de Rebouças:  Faxinal Saltos e Marmeleiro de Baixo. Esse projeto que está em fase inicial aproveitou o encontro para levantar questões sobre identidade e metodologias participativas que fomentem a organização comunitária e a busca por reconhecimento enquanto comunidade tradicional.
O encontro foi encerrado com debates e reflexões sobre os trabalhos já realizados e as perspectivas para as próximas etapas que serão desenvolvidas nas comunidades pelas três equipes do Grupo de Pesquisa Interconexões-UEPG.
Por Fernanda Paes Arruda – Técnica/Engenheira de Alimentos do Projeto de Extensão Selo Faxinalense